Cromoterapia

Colab Juliana Raymundo.  Revisão técnica Chris Buarque.  Revisão geral Claudia Lopes

A cromoterapia é prática terapêutica que há milênios, usa as cores no tratamento de doenças, sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, e atua do nível físico aos mais sutis com o objetivo de harmonizar o corpo. Antigamente, o uso terapêutico era realizado principalmente através da luz solar, pela forte crença no seu potencial de cura.

A partir das abordagens dos distintos sistemas complexos das medicinas tradicionais, as cores em suas frequências podem ser utilizadas para neutralizar as condições excessivas do organismo e restabelecer a saúde, podendo ser utilizadas em regiões específicas do corpo, como os centros de força (chakras) e pontos de acupunturas ou marmas, em consonância com o desequilíbrio identificado no indivíduo. Na concepção cromoterápica, o conceito de complementaridade embasa os efeitos positivos das cores sobre as disfunções de um órgão que, quando hiper estimulado, possui vibrações energéticas de vermelho (e podem ter os movimentos neutralizados e a expansão exagerada pelo tratamento cromoterápico com azul) ou, quando retraído, com funções diminuídas, energeticamente atuando na vibração do azul, pode ser estimulado pelo vermelho.

A cromoterapia, por intermédio das cores, procura estabelecer e restaurar o equilíbrio físico e energético, promovendo a harmonia entre corpo, mente e emoções, pois o desvio da energia vibratória do corpo é responsável por desencadear patologias. Pode ser trabalhada de diferentes formas: por contato, por visualização, com auxílio de instrumentos, com cabines de luz, com luz polarizada, por meditação.

Entre as possibilidades terapêuticas utilizadas pelos profissionais de saúde, a cromoterapia se enquadra como um recurso, associado ou não a outras modalidades (geoterapia, reflexologia, aromaterapia, imposição de mãos etc.), demonstrando resultados satisfatórios.

Um dos objetivos da cromoterapia é restaurar o equilíbrio físico e energético do corpo. As cores utilizadas pela prática terapêutica são conhecidas por serem de espectro solar. Ou seja, podem ser quentes e estimulantes (vermelho, laranja e amarelo) ou frias, com vibrações mais sutis (verde, azul, anil e violeta).

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em doenças crônicas.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos à população. Os atendimentos começam na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. A ênfase é a prevenção, atuando de forma transversal na Atenção Primária, Secundária e Terciária. Já são utilizadas a medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular/biodança, massagem, auriculoterapia, massoterapia, arteterapia, meditação, musicoterapia e acupuntura.

Como a cromoterapia funciona:

O método é baseado nas sete cores do arco íris – amarelo, azul, laranja, índigo, verde, violeta ou lilás e vermelho -, além do rosa. Cada cor possui uma vibração energética diferente e, à medida que se propagam em algum ambiente, causam efeitos curativos ou calmantes nesse espaço. Vale lembrar que não é só a visão que absorve a energia de uma cor. Todo o organismo possui capacidade de perceber e receber os efeitos da Cromoterapia.

Cromóforos são células que absorvem a luz, a exemplo da clorofila nas plantas que absorve a luz solar e metaboliza o próprio alimento em glicose e libera o O2 para nós, na fotossíntese. Nós temos receptores no corpo todo, entre epiderme e derme, acima da membrana basal, como o melanócito, que pigmenta a pele com melanina. No sangue tem a hemoglobina e na mitocôndria também temos. Tem que ter padronizado o tempo certo e o cromóforo que queremos atingir, para gerar resposta fisiológica do organismo, por isso o ideal é ter um conhecimento mais específico.

No sistema límbico, região do cérebro, existem estruturas responsáveis pelas emoções, memória e comportamento. A sensibilidade num velório por exemplo, compara parâmetros de caráter e comportamento.

Através do equilíbrio dos chakras, há estimulação para cada um absorver sua respectiva luz. Ativamos o sistema límbico pela memória positiva.

Nosso organismo é inteligente, células são mantidas através da luz que contem: ondas ultravioleta 5%, luz visível 45% (arco íris e o que vemos no uso da cromo), e infravermelho 50% (transmite o calor).

Os comprimentos de onda são 7. O comprimento de uma crista da onda à outra, varia de 400 nanômetros a 700nm (como parâmetro, um fio de cabelo tem 100nm). Quanto menor o comprimento, mais vibrante é o raio. O violeta com 400nm é mais superficial, e o vermelho, mais profundo, atinge a circulação, gera vasodilatação, abaixa a pressão. Com relação ao límbico (visual), ele deixa a pessoa agitada e aumenta a pressão. Aí está a diferença.

Na pele: epiderme, derme e hipoderme, usadas em alterações da superfície da pele, anti-inflamatório, clareamento e bactericida. Cada cor vai encontrar seu respectivo cromóforo, absorver e dependendo da dose e tempo, vai ter um resultado positivo ou não (se ultrapassado o tempo).

Através da energia das cores, a cromoterapia pode ajudar a trazer algumas qualidades importantes para a vida de uma pessoa.

O tratamento de doenças por meio das cores vem sendo feito desde 2800 a.C., nos povos da antiguidade, como gregos, egípcios, chineses e indianos. Essas culturas utilizavam pedras preciosas e flores para curar os doentes. Leonardo da Vinci e Isaac Newton tiveram experimentos com cores.  Em 1810, Johann Wolfgang Von Goethe, após 40 anos de pesquisa, escreveu o livro – Teoria das cores. Ele descobriu a existência das cores primárias. Em 1903, O médico dinamarquês Niels Finsen, ganhou o Nobel de medicina. Ele utilizou a radiação ultravioleta no tratamento da tuberculose cutânea e obteve resultados positivos.

Animais podem se orientar pela cor. O que podem ou não ingerir e até mudarem de cor para se defender; bebês focas nascem brancos para se esconder dos predadores na neve. A natureza é sabia.

Fast foods, com o objetivo de gerar um consumo exagerado, utilizam vermelho e amarelo; cantinas italianas remetem aconchego, acolhimento. É consumo excessivo, mas com conforto e sem pressa. Usam xadrez verde e vermelho. Atualmente, hospitais de vários lugares do mundo já fazem uso da cromoterapia em bebês prematuros com a luz ultravioleta; o azul aos que nascem com icterícia. Quartos de prisioneiros violentos, nos EUA, são pintados de rosa. Além disso, a técnica que usa as cores é reconhecida desde 1976 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais terapias.

Após métodos de avaliação como observação geral do cliente, avaliação dos chakras pela temperatura, pelo o’ring test, pelo pêndulo e anamnese, o cromoterapeuta aplica o tratamento de acordo com seu conhecimento sobre as cores e suas funções. Cada cor atrai um tipo de energia fundamental para o funcionamento de nosso organismo. 
Para trazer as boas vibrações para sua vida, é possível trabalhar com as cores na meditação, fazendo visualização de feixes de luz entrando em seu corpo, ou em ambientes, alimentação e roupas.

Fontes:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html

http://www.crfsp.org.br/comissoes/487-acupuntura/noticias/10074-amplia%C3%A7%C3%A3o-de-procedimentos.html

https://www.abc.med.br/p/vidasaudavel/1383633/cromoterapia+como+funciona+quais+os+significados+e+usos+terapeuticos+das+cores.htm

Publicado por naturopatasdobrasil

Comunidade Brasileira de Naturopatia. Notícias, tendências, divulgações científicas, saúde, bem-estar, beleza, sustentabilidade e ativismo social.

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